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15 de fevereiro de 2011

Asas pra voar


Devemos manter a serenidade e tentar não perder a fé.
A frustração, a decepção, o desânimo são sentimentos cada vez mais presentes nos dias de hoje, aonde buscamos sempre dar o nosso melhor, mas nem sempre recebemos a mesma reciprocidade.
É como se alguns tivessem um certo prazer em minar as boas intenções dos outros, e realmente o tem.
Talvez por que sejam infelizes e frustrados, e queiram espalhar esta mesma sensação a todas as pessoas que as cercam.
Será? Talvez seja uma teoria a se pensar...
A verdade é que o mundo anda cada vez mais egoísta, e a solidariedade, o comprometimento, a gentileza e as boas intenções estão se tornando praticamente peças de museu.
Espero que a humanindade não esteja indo por este caminho, não quero perder a fé no ser humano.
Quero continuar acreditando que ainda existem pessoas boas de verdade, com o coração limpo e aberto, que possuam bons sentimentos, que demosntrem a vontade de serem do bem.
Mas o que fazer para tentar neutralizar toda esta enxurrada de decepções?
Talvez, quem sabe, não se misturando aos porcos, como diz o post anterior.
Devemos ter em mente que não podemos nos deixar contaminar por esta onda de sentimentos e pessoas negativas, tentado ser superior a toda esta sujeira.
Muitas vezes a vontade é de gritar, esbravejar, sumir por uns tempos... Mas nada disso irá solucionar nossa inquietude.
Precisamos nos agarrar à nossa essência, e seguir em frente de cabeça erguida.
Quem sabe lá na frente, bem lá na frente, um dia teremos reconhecido todo o nosso esforço em continuar querendo ser uma pessoa do bem, com sentimentos puros e muitas razões para sorrir, apesar dos espinhos...
(Danimfuga)

11 de fevereiro de 2011


"Nunca brigue com os porcos.
Você acabará todo sujo, e eles vão adorar isso."

(General Abrams)

4 de fevereiro de 2011

Nossas raízes


Tenho muito orgulho de ser missioneira, muito orgulho do lugar onde nasci, Santo Ângelo! Tive uma vida muito feliz enquanto vivi lá. Depois, sai pra estudar e todas as vezes em que retornava me sentia feliz por estar novamente em casa. Mas conforme os anos vão passando, nossa memória vai se solidificando cada vez mais com relação a nossa essência e nossas raizes, e voltar a minha terra natal se transformou em algo vital, carregando minhas energias. O ar de lá me faz bem. Não sei se morasse lá hj seria tão mágico, como é toda vez que retorno. Mas a sensação que sinto é tão boa, tão plena. O ar é diferente, o tempo corre diferente, as árvores, o calor parado, a agitação das ruas, e as lembranças. Ah, as lembranças, são elas que me fazem realmente voltar pra casa e me reencontrar comigo mesma. Dias atrás sai pra caminhar a noite por aquelas ruas onde passei minha infância. Quando adentrei a rua 3 de maio, onde vivi toda minha infância e adolescência, é como se abrisse um portal para o passado. Olhei para os lados e era como se tudo estivesse lá do jeito que sempre foi. Como se tivesse realmente voltado no tempo e a sensação foi muito boa.
Fui andando devagar até chegar a frente da minha antiga casa. Nao sei explicar em palavras a sensação, só sei que paralisei. Fiquei ali, embriagada por um misto de aconchego e paz, vasculhando cada pedacinho daquela fachada, observando as janelas, as portas... Tudo aquilo é meu, foi e sempre será, faz parte de mim. A impressão era de que a qualquer momento aquela porta se abriria e sairia meu pai e minha mãe nos chamando pra entrar, que a janta já estava na mesa... Que vontade de abrir aquela porta e andar pelos cômodos, sentir de novo aquela sensação confortante e plena de estar realmente em casa, segura de tudo e de todos, protegida e amparada pelas pessoas que me trouxeram a este mundo, e que infelizmente nao estão mais aqui. Mostraria a eles minha filha, e eles ficariam tão orgulhosos e felizes! Teria tantas coisas pra contar, pediria tanto cólo, abraçaria e beijaria tanto eles...
Depois continuei andando até a praça, tendo minha filha e meu marido ao lado. Chegamos em frente à Catedral e me rendi totalmente a toda aquela beleza. Fixei os olhos naquela bela igreja e fui andando em sua direção, observando seus detalhes e me sentindo intimamente observada pelas esculturas dos anjos em seu topo. Era como se dissessem: aqui serás sempre bem vinda, pois és filha desta terra.
Gostei muito destas sensações, e pretendo repetir mais vezes, quando voltar a Santo Ângelo.
Quanto à minha casa, quem sabe um dia eu crie coragem e bata naquela porta... Peca licença a quem mora lá e adentre aquele universo que me viu crescer, sorrir, chorar, cair, levantar, viver... Mesmo que um dia ela desapareça, estará sempre presente em meus sonhos mais lindos e felizes!..
É fato: tento me desprender do meu passado, mas ele não se desprende de mim.
Quem sabe um dia...
(Danimfuga)



‎"Feche a porta,
mude o disco,
limpe a casa,
sacuda a poeira.
Deixe de ser quem era,
e se transforme em quem é."

Juízes nas relacoes


"Tudo na vida se dá aos poucos e requer continuidade. Quando não continuamos, perdemos. Quando perdemos, desistimos um pouco de nós no outro. Cuidar para não ser esquecido nos que te amam é o maior desafio.Todos nós frustramos o amor projetado em nós. Muitas vezes fazemos do outro, vítima do nosso amor, ou do nosso desamor.
Muitas vezes o olhar do outro sobre nós é tão- somente o reflexo de muita dor contida, de muita expectativa projetada.É preciso ter cuidado com as certezas, com as opiniões fechadas. O ser humano é infinito demais para caber em um conceito como : - Pedro é egoísta. Joana é fria e calculista. Bruno é orgulhoso e maldoso.
O ser vai muito além disso e muitas vezes está cheio de pérolas escondidas.Não acredito em amor que não busca compreender, em amor que não perdoa e que tira conclusões precipitadas. Acredito no amor que demora, que requer continuidade e olhar, e se preciso for, que muda o olhar para poder sobreviver.Olhar para o que precisa ser visto e desviar o olho quando o que se vê é infinitamente doloroso faz parte da dinâmica emocional do ser humano.
Por diversas vezes o que vc vê de ruim no outro é apenas fruto da sua breviedade em seu olhar. Muitas vezes é fruto da mesquinharia em olhar apenas o que machuca, o que interessa.Tem pessoas que nos encolhem quando olham pra nós. Outras nos ampliam. É tudo uma questão de processos íntimos, de sabedoria, de desejo.Amizades sofrem ciclos, assim como qualquer relaçaõ onde exista movimento.
No entanto, por vezes perdemos amigos verdadeiros por não compreendermos o novo ciclo, por entender o ciclo como abandono e não como mudança de fase, de paradigmas, de necessidades.Pessoas que consumam atitudes em adjetivos são pessoas perigosas. Cuidam somente quando existe interesse latente, e quando esses interesses não são devidamente atendidos, pisam no amor dos outros.
Interpretações, conceitos, possibilidades. Constructos acerca do que o outro é. Quantas vezes nos enganamos, quantas vezes somos falhos e taxativos. Quanta frieza possuímos pois somos muito pouco misericordiosos. Somos pouco amantes dos outros. Somos juízes nas relações.Relações são colcha de retalhos ... não são tecidos novos e perfeitos.Pena que ainda vivemos no paraíso perdido de Proust. "

Blog Filhos do Amor

3 de fevereiro de 2011


"Preciso de oxigênio,
preciso ter amigos
Preciso ter dinheiro,
preciso de carinho
Acho que te amava,
agora acho que te odeio
São tudo pequenas coisas
e tudo deve passar..."

‎"O tempo, de vento em vento, desmanchou o penteado arrumadinho
de várias certezas que eu tinha, e algumas vezes descabelou completamente a minha alma."